quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Volta
Temos o total direito de escolher o que queremos fazer, como fazer, e a hora pra fazer. Deus não é um despota, que fica assentado num trono acima do céu, brincando com nossas vidas como se fossemos marionetes. Ele nos dá o poder de escolha, e esse é um poder extremamente perigoso para quem não tem em que ou em quem se apoiar ou se espelhar para ter os melhores resultados.
A Bíblia também fala que Jesus é a Rocha Eterna, Inabalável, sobre a qual devemos construir nossas vidas e fortalecer nossos pés, sendo que o homem que assim não o faz, é comparado a alguém que contrói sua casa sobre areia movediça. Ele é, e isso nos basta.
Todos nós temos histórias, momentos de nossas vidas em que escolhemos não deixar Deus nos dirigir. Aqueles momentos dos quais nos arrependemos - e como! - e, infelizmente, muitas vezes não há como remediar. E isso nos trás angústia, feridas no coração que parecem só piorar com o passar do tempo. Mas Ele nos trouxe a cura. Ele nos trouxe de volta a esperança. Ele nos garante o direito de voltar pra casa. Se você, assim como eu, assim como todos que hoje estão nos braços do Pai, e sabem que esse é o melhor lugar do mundo, se você quer fazer o caminho de volta, e se entregar a Cristo, e deixar que Ele dirija toda a sua vida, faça isso agora mesmo, não perca mais tempo. Ele não rejeita nenhum dos que se achega a Ele, não nos acusa do que fizemos ou deixamos de fazer. Ele simplesmente nos recebe de volta. E nos ama como ninguém um dia poderá amar.
domingo, 29 de agosto de 2010
Fé é vida
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a certeza das coisas que não se veem". Nesses últimos cinco anos eu tenho aprendido a viver pela fé. Andy Stanley define fé como "a certeza de que Deus é quem Ele diz que é, e que faz o que Ele diz que faz". Eu nunca perdi uma oportunidade de viver pela fé. Deus simplesmente me pôs situações após situações em que eu simplesmente poderia confiar Nele ou cair no medo. Não quer dizer que tenho vivido no paraíso, mas cada vez em que decido dar um passo de fé, Ele vem e me ajuda a continuar. A Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus, e que sem fé é impossível agradá-Lo. Eu quero que quando a minha vida chegar ao fim, as pessoas que deixei olhem para trás e digam: "Ele foi um homem que andava pela fé e acreditava em Deus..."
Agora, estou prestes a lançar a minha canção "Fé é vida" (Faith is living - original) para as estações de rádio em todo lugar, e não tenho ideia do que Deus irá fazer, só que esse é o passo seguinte que o Senhor está me levando a tomar, pois até "a luz dos meus pés só se move quando eu começo a andar".
Se esta canção o inspirou, compartilhe!
John Waller*
*John Waller ficou mundialmente conhecido através da canção "While I'm Waiting", tema do filme Prova de Fogo, mas seu trabalho em levar as pessoas a crerem em Deus e viver uma vida compromissada com Ele também está expresso em seus dois CDs: The Blessing (A Benção), e While I'm Waiting (Enquanto estou à espera). Você pode conferir o trabalho deste homem de Deus através de seu site oficial clicando aqui.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Trazendo de volta a presença de Deus
Escrito por Nivea Soares
No livro de Lucas no capítulo 2, versos 41 a 51 lemos: “Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.
E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.
E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas”.
Na volta de Jerusalém, no meio da festa, José e Maria mãe de Jesus surpreendentemente o perdem de vista. Sabiam quem ele era, o Messias, o Cristo, o filho de Deus que livraria Israel dos seus pecados. Sabiam de sua importância e ainda assim, o perderam na volta da festa.
Posso entender o porquê de o terem perdido. A caravana era grande, provavelmente muitas pessoas e muitas da mesma família. Talvez por problemas de comunicação entre os membros da família e amigos, ninguém tivesse realmente tomado para sí a responsabilidade de acompanhar o jovem Jesus e verificar se ele estava bem e presente. Confiar a terceiros responsabilidades que são pessoais pode trazer problemas!
Viajo com frequência e sei que às vezes as malas tiram a gente do sério! Fazer malas, se preparar para uma viajem, pode se tornar uma verdadeira tribulação se você não se organizar. Muitos voltam das férias tão cansados quanto estavam antes de sair para viajar. E isso só por causa do bendito excesso de bagagem! Imagino a quantidade de bagagem levada por uma caravana naquela época. Não existiam malas como as que temos hoje, imagine só quanto volume! Com certeza o “volume” da caravana atrapalhou e muito a visão de José e Maria.
Tantas eram as distrações, que só deram falta de Jesus depois de um dia inteiro de caminhada. Só conseguiram encontra-lo TRÊS dias depois! E no lugar mais provável em que ele poderia estar, “na casa de seu Pai”. A demora em encontrá-lo talvez revele um certo desconhecimento da parte de Maria e José em relação aos interesses de Jesus.
Peço licença ao leitor para uma comparação. Perder Jesus de vista é um risco que corremos ainda hoje. Talvez você esteja questionando, mas ele não está sempre conosco? Como posso perdê-lo? Te digo como: perdemos a presença de Jesus quando nos acostumamos com ela e deixamos de considerá-la preciosa. Quando deixamos de caminhar pertinho dele, deixamos de segui-Lo aonde ele vai. Quando mergulhamos no ativismo desenfreado do dia a dia sem pararmos pra estar em comunhão com Ele.
Nosso “excesso de bagagens” nos impede de receber o melhor de Deus. Nosso emaranhado de atividades, fórmulas métodos humanos, ainda que ligadas à igreja, nos impedem de conhecer a Jesus, compartilhar do seu coração, de seus reais interesses. A obra de Deus só é feita de forma efetiva quando mantemos real comunhão com Ele. Perdemos a presença quando nos permitimos ser aprisionados e esterilizados pela incredulidade (sem fé é impossível agradar a Deus). Perdemos a presença quando somos apenas bons críticos, transferindo a outros a responsabilidade que é nossa. Perdemos a presença quando não nos vemos como responsáveis por mantê-la.
Vivemos numa sociedade permeada por muitas distrações. O entretenimento é a ísca principal para dispersar a atenção das pessoas. No meio de tudo isso, a igreja também tem se distraído do seu principal objetivo, zelar pela presença de Deus. Nada é mais nobre do que isto. Quando a presença de Jesus é a coisa mais importante no nosso meio, as pessoas começam a ser atraídas por ele, passamos a nos importar mais com os objetivos de Deus e menos com os nossos próprios, e o objetivo de Deus é que todos venham ao conhecimento dEle. Quando amamos e valorizamos a presença de Jesus, fazer missões, servir ao próximo passa a ser o nosso prazer, e não uma mera obrigação.
Há quem perceba sua ausência. Há quem se angustie por Ele, que reconhece o quanto sua presença é preciosa e se dispõe a voltar atrás o quanto for necessário para recuperar-lo. O caminho de volta pode ser àrduo. Essa volta à busca pelo Senhor implica em fazer um auto exame. Rever o passado que nos assombra, rever escolhas erradas que tomamos e que precisam ser reparadas, rever pessoas que precisam ser perdoadas, rever outros à quem devemos um pedido de perdão. José e Maria levaram três dias até encontra-lo, mas que bom que conseguiram! A casa do Pai é para onde precisamos voltar, ainda que o caminho de volta a este lugar de intimidade pareça difícil.
“Buscar me eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”.Jeremias 29:3.
“Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou, e nos sarará; feriu, e nos atará a ferida. Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele. Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”. Oseias 6:1 a 3.
A linguagem de Deus continua sendo a mesma: quebrantamento. É disso que precisamos. Esse é o caminho para se trazer de volta a presença e glória de Deus.
Existem aqueles que já viram e viveram no fogo da presença de Deus mas se esfriaram, se decepcionaram com as estruturas humanas, se desiludiram até de Deus. Gente que até permanece na igreja, mas que desistiu de buscar a presença de Deus. A estes eu digo: Deus permanece o mesmo. Santo, bondoso, cheio de amor e misericórdia, poderoso e soberano sobre tudo. Nós mudamos, nos tornamos orgulhosos, endurecidos, pesados e metodicamente bons religiosos. Mas existe caminho de volta, Deus quer e pode nos levar além do que já experimentamos. A solução é o quebrantamento. Arrependimento. Retornar pelo caminho, rever as primeiras obras, voltar à casa, à comunhão com o Pai. Voltar a ter um coração puro, livre de julgamentos e dores. Voltar a beber do Espírito Santo.
Existem também aqueles que nunca experimentaram da glória e presença de Deus, que só conhecem a religião e a lógica humana incrédulas. A estes eu também digo: existe mais! Existe uma presença que reduz a nada a sabedoria humana. Existe uma glória que é muito mais interessante que o entretenimento humano. Existe um som dos céus, poder de Deus, que não pode ser comparado às palavras humanas, e que realmente transforma a vida e caráter das pessoas. Existe mais de Deus pra quem tem fome e sede.
Existe mais!