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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Soldados

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.


2ª Timóteo 4.7




Vivemos num tempo em que somos influenciados por todos os lados, em todas as áreas. Nosso modo de se vestir é influenciado, nosso modo de pensar, de agir, de andar, nossa alimentação é influenciada, nossa visão política, nossa noção de mundo, e de uma série de coisas aparentemente sem importância. Somos soldados/vítimas de toda uma hierarquia real/virtual onde "eles" decidem, e nós acatamos, por vezes, sem perceber. Vemos minorias governando milhões, vemos informações deturpadas se tornando argumentos científicos, e por vezes, mentiras sendo transformadas em dogmas bíblicos. Não é a toa que chegamos onde chegamos.


Eu poderia perder vários e vários parágrafos explanando sobre esse tipo de coisa, onde meias verdades se tornam mais verdade que a própria verdade, mas, vamos nos ater á ideia do texto. Que tipo de soldados temos sido? Sim, soldados.  Estamos em guerra desde antes de nascermos, na corrida dos espermatozóides até o óvulo, e assim o estaremos até que o Senhor nos recolha, mas, que tipo de soldados temos sido? O que estamos defendendo? E, ainda posso inserir mais um questionamento: pelo que estamos lutando?


Temos sido bombardeados pela mídia com frases do tipo "seja aberto", "abra a sua mente pro novo", "benvindo ao século XXI", e por vezes nos sentimos obrigados a concordar com tudo isso, a aceitar essa nova realidade como algo normal, mas o que realmente acontece é que estamos regredindo silenciosa e perspicasmente à idade média. Nunca antes na história tivemos acessoa à tanta informação, e também nunca antes estivemos tão cegos a ponto de aceitar tudo o que o primeiro bom orador fala. "Aceite isso", "não tenha preconceito", parece que viraram frases decretos, leis que determinam pessoas antenadas, evoluídas, das ignorantes, "da roça", mas o que mais me preocupa é como a maioria das pessoas simplesmente engolem isso sem restrições.


Outro fato, é que nunca antes no Brasil os evangélicos se movimentaram tanto - sem sair do lugar. É incrível como que tomou conta a ideia de que fazer movimentos públicos é fazer a obra de Deus, vestir uma roupa com uma frase clichê "adorador extravagante" (é mesmo?), "Jesus te ama", etc, é ser cristão. Ter um programa na tv, gravar cd, fazer marchas, entrar em debates (leia-se brigas) sobre homossexualismo e outros temas, não tem nada haver com ser cristão, ser um soldado de Cristo. Lutar pela fé não significa discutir evangeliquês com alguém cego e desinteressado e impor o seu achismo gospel como doutrina bíblica. É muito mais. Lutar a luta de Cristo implica em se confrontar, em viver sem esconder seus defeitos, suas feridas, seus erros, buscando sempre perdão e conserto com Deus, e usar a sua própria vida como modelo e exemplo para que outras pessoas se sintam inspiradas a querer uma mudança. Lutar contra si mesmo. Um bom soldado obedece a voz do seu General, e não faz o que dá na telha. Ele se porta digna e respeitosamente, pois está representando o seu pelotão, e quanto mais alta a patente, mais responsabilidade de representar bem ele terá. Um bom soldado de Cristo obedece a Sua vontade, mesmo e principalmente quando não é a sua.


E quer saber de uma coisa? Deus não é um despota. Ele nos deu o poder de escolher lutar a Sua luta, estar ao Seu lado, viver à Sua maneira, e isso é maravilhoso. Ele não escolhe apenas os soldados mais fortes, que sabem lutar, conhecem táticas de guerra e estratégia. Ele escolhe aquele que está fraco, doente, cansado, e o põe como parte integrante do Seu reino, como representante Dele onde quer que este soldado estiver. E bons soldados lutam até a morte, mesmo cansados, mesmo desanimados, pois sabem que a vitória não depende apenas deles, e que mesmo morrendo em guerra, tem a certeza de que a vitória é certa. Sempre.


"Os guerreiros se preparam para a grande luta
E Jesus, o Capitão, que avante os levará.
A mílicia dos remidos marcha impoluta;
Certa que vitória alcançará!


Eu quero estar com Cristo onde a luta se travar,
No lance imprevisto na frente m'encontrar.
Até que O possa ver na glória Se alegrando da vitória,
Onde Deus vai me coroar!


Eis os batalhões de Cristo prosseguindo avante,
Não os vês com que valor combatem contra o mal?
Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante,
Quando atacam outros a Belial?


Dá-te pressa, não vaciles, hoje Deus te chama
Para vires pelejar ao lado do Senhor;
Entra na batalha onde mais o fogo inflama,
E peleja contra o vil tentador!


A peleja é tremenda, torna-se renhida,
Mas são poucos os soldados para batalhar;
Ó vem libertar as pobres almas oprimidas
De quem furioso, as quer tragar!"

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O segundo violino

"…outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade… (1Pe 5.5.)"

Conta-se a história de um jovem estudante americano que deixou um grande exemplo de desprendimento para a sua geração. No período das férias de dezembro, quando a neve geralmente cobre o hemisfério norte, o rio que passava pelo internato da escola estava coberto por grossa camada de gelo. Os alunos estavam patinando, e um deles, ao romper a camada de gelo sob seus pés, afundou nas águas de morte. O colega imediatamente buscou salvar-lhe a vida, mas nesse ato veio a perder a sua. No funeral, havia tristeza e constrangimento geral. Quase todos falaram a respeito do nobre rapaz, mas a palavra que mais tocou a todos foi a de seu professor de música.

Ele contou que aquele jovem fazia parte da orquestra da escola. Era o segundo violino. Em qualquer momento poderia ser o primeiro violino, por sua capacidade e afinação. Mas ele se contentava em ser o segundo como opção. Ele dizia:

“Os primeiros só podem fazer o melhor se os segundos sustentarem a nota; eu quero ser o segundo.”

Esse desprendimento caracterizou a vida desse bravo cristão.

Parece que todos querem ser os primeiros violinos. Poucos estão dispostos a sustentarem a nota para o outro. Entretanto a vida dos que se deram é que ficou na história.

Senhor, faz de mim um herói da fé.

Quero caminhar contigo até

O dia da coroação, da recompensa, do galardão.

Para isso ensina-me a amar, a perdoar, a ajudar, e a te adorar

De todo o coração.



PAI, QUE MINHA VIDA SEJA UM HINO DE LOUVOR AO TEU PRECIOSO NOME. QUE NADA ME SEJA DE MAIOR VALOR DO QUE TE SERVIR, SERVINDO AO MEU IRMÃO, AO MEU PRÓXIMO. AJUDA-ME A SER DESPRENDIDO DAS COISAS MATERIAIS. AMÉM.


Por Ângela Valadão Cintra
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