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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A pergunta que mudou o meu jeito de pensar


Nos meses seguintes permiti que Deus sondasse e trouxesse à tona os motivos de eu amá-lo e servi-lo. Sou, de fato, um verdadeiro amante de Deus? O que aconteceria se ele parasse de me abençoar? E se ele nada mais fizesse por mim? Ainda o amaria? Por favor, entenda; eu creio nas promessas de bênçãos celestiais. A questão aqui não é se Deus abençoa seus filhos, mas as condições de meu coração. Por que o sirvo? As bênçãos dele são frutos de nosso amor, ou o pagamento de uma barganha financeira.
Alguns anos atrás lecionei numa escola de ministérios. Meus alunos tinham sede de Deus, e eu fazia de tudo para que eles amassem o Senhor Jesus e se tornassem um canal de um avivamento na igreja. Encontrei uma citação atribuída a Sam Pascoe; um resumo da história da igreja. Mais ou menos assim:
O cristianismo começou na Palestina como uma comunhão.
Quando chegou à Grécia virou filosofia.
Na Itália, tornou-se uma instituição.
Na Europa tornou-se uma cultura,
e ao chegar à América virou um empreendimento.
Alguns dos alunos tinham 18 ou 19 anos de idade, e eu queria que eles entendessem a última frase, por isso enfatizei:
— Um empreendimento. Isto é, um negócio.
Depois de um silêncio prolongado, Marta, uma das alunas perguntou:
— Um negócio? Mas, não deveria ser um corpo?
Não consegui ver até onde esta linha de raciocínio chegaria, e apenas respondi:
— Sim.
E ela acrescentou:
— Mas, quando um corpo se torna negócio, não se torna uma prostituta?
A sala silenciou. Ninguém se mexia ou falava. Todos receavam fazer qualquer barulho porque a presença de Deus inundou a sala de aula. Estávamos pisando em terra santa. Pensei comigo mesmo: — Nunca imaginei dessa maneira! Mas, não falei coisa alguma. Deus tomou conta da sala de aula.
A pergunta de Marta mudou meu jeito de pensar. Durante seis meses, pensei naquela pergunta todos os dias: Quando um corpo se torna um negócio, então vira prostituta! Existe apenas uma resposta à colocação de Marta: Sim. A igreja da América, lamentavelmente está cheia de gente que não ama a Deus. Nem o conhece!
Afirmo que a maioria dos cristãos da América não conhece a Deus, e muito menos o amam. A raiz disso é a forma como nos achegamos a Deus. A maioria de nós achegou-se a Deus porque nos disseram o que ele poderia fazer por nós. Fomos ensinados que ele nos abençoaria e que depois, nos levaria para as mansões celestiais. Achegamo-nos a ele pelo dinheiro dele, e não nos importamos com ele, desde que peguemos o que ele tem. Fizemos do Reino de Deus um negócio e da unção uma mercadoria. E não deveria ser assim.
Somos amantes ou prostitutas?
Outro dia voltei a pensar na pergunta de Marta e refleti sobre a diferença entre um amante e uma prostituta. Descobri que ambos fazem as mesmas coisas, mas o amante faz o que faz porque ama. Uma prostituta insinua que ama, mas só está de olho no pagamento. E então me perguntei: O que aconteceria se Deus parasse de me pagar?
Amo a Deus incondicionalmente? Levei meses refletindo sobre isso. Até hoje me pergunto se minhas atitudes e meu comportamento são frutos do meu amor a Deus. Às vezes descubro que fico decepcionado com Deus se ele não supre algumas de minhas  necessidades financeiras.
Concluo que são questões que não foram totalmente resolvidas, mas quero a cada dia mostrar meu verdadeiro amor a Deus.
Portanto, somos amantes ou prostitutas? Não existem prostitutas no céu nem no Reino de Deus, mas existem muitas ex-prostitutas nos céus.
Texto de  David Ryser
Tradução de João A. de Souza FilhoContribuição de Alexandre LinsFoto igreja e palácio, by SAvillez
Extraído de Pela Manhã…

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sabotaram a Igreja



Antes de qualquer coisa quero pedir perdão a todos os que estão lendo esta reflexão neste momento. Como pastor de uma denominação histórico-tradicional, tenho vergonha de dizer o que irei expor nestas pequenas palavras. Meu coração está profundamente abatido com o que tenho ouvido e visto no meio evangélico em todos os seus seguimentos. Uma nuvem densa e sombria tem pairado sobre a chamada igreja pós-moderna. Relâmpagos e trovões têm atordoado meus pensamentos e grande parte disso diz respeito ao que estamos fazendo da fé cristã. Incluo-me neste pacote, mesmo porque sou parte integrante do emaranhado catastrófico que tem culminado em apostasia na vida daqueles que esperavam um pouco mais dos seguidores de Jesus.

o-que-nos-leva-ae-auto-sabotagem.jpg (198×200)Quando leio em 1 Timóteo 4.1,2: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” sou levado a acreditar que estamos vivendo este tempo. Quando olho para os lados sinto-me constrangido a pensar que fim teremos como nação que deveria ser santa, mas que há muito deixou seu alvo adormecer. Não consigo imaginar um cristianismo sem agápe, contudo é o que tem nos restado por enquanto. Sabotaram a igreja. Ela esta manchada, maculada, despida de vergonha. Suas rugas mostram sinais de que algo realmente não vai bem.

Quando digo que a igreja está manchada não estou me referido a igreja formada pelos salvos, mas as denominações em suas várias doutrinas partilhadas e contradizentes. A igreja militante, aquela que verdadeiramente segue o Mestre tomando a sua cruz diuturnamente, jamais será abalada pelas sabotagens que envolvem as organizações humanas e falíveis. É questão de fé, mas a falta de fé e de comprometimento com aquele que é a Verdade têm levado vários grupos religiosos cristãos a beira do anti-evangelho, que significa apostasia e alianças com príncipe deste século.

Perdoe-me os pastores sinceros e tementes, muito mais os crentes novos na fé, mas não posso me calar diante da esdruxula situação que estão deitando o evangelho da paz. Alguns líderes estão enclinando suas cabeças em traviseiros de pedras e se cobrindo em lençois de espinhos achando que terão o sono da justificação eterna. Quanto mais depravada a vida cristã, mais entenebrecido os sentidos que apuram o espiritual e santo do puramente carnal e profano. A impiedade é o caminho que se faz confundir o homem obstinado pelas várias formas da concupiscência deste mundo. Chega de acobertarmos a praga pestilenta que desejam incutir no meio da comunidade dos salvos. Se não clamarmos as pedras clamarão.

Pastores seduzidos pelo dinheiro. Nunca se viu tantos ministros ávidos pelo vil-metal. – “Socorro! Estão querendo me subornar”. Alianças estão sendo tramadas neste instante para que eu possa morrer de amor ao dinheiro. Esta é a hipérbole da triste realidade de nossas igrejas. Muitos pastores sérios em nosso país estão se corrompendo teologicamente para poderem justificar suas atitudes de torpe ganância. O problema é que uma nova geração tem nascido no erro achando que estão certos, mas na verdade estão sinceramente errados. Ainda em 1 Timóteo está escrito: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.”

A sabotagem é tão perfeita que o imperfeito tem estatus social. Quem não gostaria de ser prospero hoje em dia. Tenho certeza de que ninguém ousaria dizer que seu sonho é viver entre os pobres, comendo suas comidas, dormindo em suas camas, se é que se podem chamar de cama onde dormem. Estamos corrompidos, a sabotagem desalinhou o pensamento cristão. Ora, é inegável que Deus nos prometeu bençãos sem medidas, mas condicionamos-a ao dinheiro. O pensamente é este: “Sou filho do Rei e não posso padecer com problemas de saúde, familiar, muito menos financeiro.” Praga peçonheta que escraviza a mente do fiel, doutrina de demônio que engana e se deixa enganar os desavizados. O amor ao evangelho se tornou amor aos pseudo-frutos dos evangelho.

Os líderes midiáticos estão competindo entre si. Projetos megalomaníacos estão sendo traçados na ambição de perpetuar seus nomes. O nome de Jesus é apenas um pretexto para auto-glorificação. A simplicidade há tempos deixou de ser alvo na cristandade evangélica. A política secular com sua corrupção tem adentrado o seio da igreja e disseminado uma doença mortal, um cancer malígno ao ponto de corromper líderes eclesiástico sedentos de vantagens. Que terrível cena de terror, deprimente o que estão fazendo do púlpito. Curral eleitoral que transformam ovelhas em escravos de um sistema em plena decadência espiritual. Contudo, quem poderá suportar a clareza de um discurso confrontador?

Realmente a igreja deve ser um local de esclarecimento e crescimento pessoal. Nada impede que um cristão exerça o direito de se candidatar a uma posição política na sociedade, mas também acredito que o meu voto não pode ser jogodado no lixo pela imposição de quem quer que seja. Somos livres para pensar e agir segundo a consciência bíblica. O melhor para o meu município, estado ou nação não pode estar condicionado àquilo que acho ser bom para mim ou para o meu grupo religioso, mas para todos. Deus não é partidarista, Ele se importa com todos, desde o crente fiel ao ateu. Líderes honestos não dizem em quem votar, mas ensinam ao seu rebanho a fazer a melhor escolha pensando no coletivo e não em suas preferências individuais.

Não tenho muitos motivos para sorrir com os rumos da igreja como grupo religioso. O anti-evangelho tem tomado conta de nossas mensagens dominicais. A pregação tem deixado, a muito, de ser a Palavra para ser um apócrifo mal acabado dos desejos humanos. - “Ele é jovem”. Podem estar pensando alguns. Neófito no ministério que em sua utopia ainda não conseguiu se adequar ao evangeliques contemporâneo. Esta justificativa até parece plausível. Bem que gostaria que tudo isto que tenho presenciado não fosse verdade, mas infelizmente são poucos os que trilham o caminho do agápe. Peço a Deus uma mente livre para poder segui-Lo com inteireza de coração. Peço que a hipocrisia não encontre abrigo em meu ministério, nem que a dureza corroa os alicerces de minha fé. Os tempos são tenebrosos, terrivelmente maus.

Concluo dizendo que basta. Onde estão os homens e mulheres leais a Cristo? A igreja precisa se reformar, para tanto, é necessário coragem de dizer não a tudo de errado que estamos presenciando. Profetas calados que não tem mais sede de justiça são pedras de tropeço na edificação de um novo tempo. Como estamos nos preparando para a volta de Jesus? Não podemos nos deixar enganar, a santificação é um processo inquestionável na peregrinação rumo a terra prometida. Biblicamente esta terra a qual faço menção não é um condomínio fechado ou um luxuoso apartamento de cobertura, mas a celestial, que foi preparada pelo próprio Senhor Jesus.

O Corpo de Cristo é bem maior que líderes denominacionais e denominações. Ele é bem maior que eu e que você, portanto, não precisamos nos preocupar demasiadamente, apenas esperar o julgamento que Deus um dia trará. Apesar de tudo, como diz o escritor Larry Crabb em seu livro - O lugar mais seguro da terra - a igreja sempre continuará sendo o oásis neste mundo em pecado. Por enquanto, não deixemos sabotar nossa fé, porque a igreja já está sendo sabotada a muito tempo.
Participe dando sua opinião sobre o que acabou de ler. Quando expressamos nossas opiniões nos tornamos agentes ativos de nossa própria história. Não se permita ficar calado(a) diante destes acontecimentos.

Pr. Eurico C. G. da Costa
preuricodacosta@ig.com.br
Pastor na Sétima Igreja Batista de Campos
Extraído do site fazchover.com.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Pare de exagerar !

(Ester 4:7) Mardoqueu lhe fez saber tudo quanto lhe tinha sucedido; como também a soma exata do dinheiro, que Hamã dissera que daria para os tesouros do rei, pelos judeus, para destruí-los.


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Dois pontos estarei abordando agora com você!
Hamã estava determinado em destruir o povo Judeu. Movido pelo Espirito de Deus,Mardoqueu se humilhou,procurando a Deus.Imediatamente,o Senhor acionou o  exercito do ceu para que Ester entrasse nessa briga! Mardoqueu anunciou a soma exata do dinheiro que Hamã estava disposto a pagar para chegar ao seu alvo:Matar e destruir o povo escolhido .
Chama minha atenção o fato que Mardoqueu informa pro mensageiro de Ester a quantia EXATA que Hamã pagaria para os  tesouros do rei !
Mardoqueu não extrapolou aquilo que seu adversario planejou fazer ! Há uma tendencia em você de exagerar ou aumentar as coisas que você realiza no seu dia a dia ou mesmo quando exerce seu ministerio ?
Um bom inicio conduz a um bom final! Exageração é tomar uma verdade e aumentar-lá ate que se torne uma mentira!
Alguem lhe fez mal ,invejando seu lugar,criticando-o nas suas costas,planejando lhe ferir?
Quando somos vitimas,o grande perigo que corremos é exagerar o nosso caso e cair na armadilha do diabo,usando uma verdade comprovada e tornar-la maior do que é! Isso é mentira !
Já ouvi pessoas que falam o tempo todo que são perseguidos por todos,espalhando fatos não comprovados que justificaria a injustica que estão passando !
Essa pessoa entra num mundo irreall exagerando em tudo,intensificando a sua fornalha! Tipo:” minha fornalha esta a 700 graus ,quando na verdade esta a 100! “(Risos)
exagerar
Nossa tendencia é aumentar as palavras e ações que foram ditas e feitas contra nos! Mardoqueu falou exatamente e precisamente aquilo que estava vivendo e passando!
Você talvez exagera quando você expoe os “seus sonhos” recebidos por Deus,ou “visões”,ou “milagres” ou quem sabe “profecias” !
Pare de extrapolar!
(Jeremias 1:11) Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.
E disse-me o SENHOR: Viste bem…
Jeremias recebeu uma visão de Deus que era uma vara de amendoeira! E veja o que Deus perguntou para ele: O que vês? E ele respondeu:”uma amendoeira.” Deus:”viste bem!”macaco
Jeremias falou exatamente aquilo que tinha visto,nem mais nem menos! Se fosse alguns “profetas” dos dias de hoje  certamente,veriam  macacos no ramo da amendoeira dançando! (kkkkk)


Falar mais do que Deus falou não é bom! Falar outra coisa que Deus falou é pecado! Extrapolar o que vemos e recebemos de Deus é mentira!
A mentira tem pernas curtas!
Pouquissimo tempo atrás,um irmão me disse:”pastor Chris,você toca violão ?” Porque ? Respondi.
O irmão disse :” porque a fabrica da Takamine tem um lindo violão para lhe dar,você toca ?” respondi:” eu arranho!” ( já estava pensando no violão durante os meus eventos e o lindo presente!).Na verdade ,conheço 4 acordes e pensei depois :”Isso não é aranhar,isso é não tocar nada!” E deixei pra lá!
No dia seguinte,o irmão me leva na fabrica e me abre uma caixa novinha com um espetacular violão acustico para me dar. Mas o que  mais temia ,me sobreveio!
Funcionarios e outros estavam reunidos numa sala,e um deles pegou o amplificador,afinou o violao e o passou nas minhas mãos para testar o instrumento! Comecei com um” dó “,depois um “si desafinado” e comecei a suar e pagar um mico porque todos estavam esperando que pelo menos arranhasse!
rato-tocando-violao
Não adiantou ,aquilo que tinha falado pro irmão havia sido revelado publicamente! Que VERGONHA!
Deus puxou minhas orelhas e me arrependi .Eu não fui humilde em dizer que não tocava nada! Quer saber o final da história ? Mesmo assim,a fabrica TAKAMINE me deu o violão! Deus é misericordioso!
Se Mardoqueu houvesse falado uma verdade exagerada desde o começo sobre a quantia que Hamã pagou para matar o povo Judeu,satanas tomaria vantagem sobre a situação! E pode ser que talvez houvesse criado problema mais a frente!


(Provérbios 11:1) Balança enganosa é abominação para o SENHOR, mas o peso justo é o seu prazer.


Falar o justo faz parte de andarmos em santidade.
Em segundo lugar,Hamã estava dando para o tesouro do rei uma oferta para matar o povo escolhido de Deus! Quantos sacrifícios ou ofertas que pronunciamos sendo “para Deus”,se tornam abomináveis ao olhos do Rei Jesus! Nem todo  empenho ou sacrificio é necessariamente agradável a Deus! Hamã ofertou para opter algo em troca e satisfazer o desejo abominável do seu coração! Você sabe que alguns usam as escrituras manipulando-as para uso do seus proprios interresses corruptos !? Ofertam tempo em criticar seu próximo e julgando-o ,usando o pretexto que é em prol do reino de Deus!
mentira
Esses “Hamãs” que estão “servindo” na igreja e falam em nome do Rei Jesus serão severamente julgados por Deus e com mesma medida da sua cobiça!


UMA MUDANÇA PARA HOJE :
Senhor,confesso que pequei contra ti,todas as vezes que exagerei, situações,fatos ou mesmo aquilo que falaste ao meu coração ! Vigiarei para que o inimigo não venha mais me atacar nessa área da minha vida.Não serei um hamã,mas um Mardoqueu! Amem.


Pr Chris Duran


Extraído do blog do Pr Chris Durán, em 27/05/2011: http://chrisduran.com.br/blog/?p=1526

terça-feira, 29 de março de 2011

Continue lutando

Morreu hoje, por volta das 14h45, o ex-vice-presidente José Alencar, aos 79 anos, deixando para trás um legado a ser seguido. Durante cerca de treze anos lutou contra um câncer no intestino, além de outras doenças secundárias oportunistas, e em nenhum momento demonstrou desânimo ou fadiga para continuar vivendo. Em uma de suas declarações, disse que não tinha medo da morte, e que se Deus quisesse que ele morresse, não precisaria de um câncer para fazê-lo, mas caso contrário, não haveria câncer que o levasse. Disse também em uma outra declaração, que não queria ter mais nenhum dia de vida se não fosse para vivê-lo de maneira honrosa, da qual se orgulhasse. E assim foi. Ao se agravar o seu estado de saúde nesta madrugada, imediatamente ele foi sedado, devido às fortes dores; sua família permaneceu ao seu lado a todo momento, chegando às 13h30, quando o médico responsável disse que ele havia dormido, esperando a sua hora de descansar, e cerca de uma hora e quinze minutos mais tarde, o fim de sua luta.

Quando observamos tal coisa, muitos se deparam com perguntas acerca do porquê Deus permitir tais coisas, porque não curar crianças com câncer, com AIDS e tantas outras doenças. O fato, é que nossa capacidade de entender a vida é sempre muito limitada. Imagine quantas pessoas foram inspiradas a continuar lutando por suas vidas, ao olhar para a de José Alencar? Imagine o quanto ele mesmo aprendeu que podia ser bem mais forte do que um dia pensou em ser? Imagine quantas pessoas tiveram o coração quebrado ao ver a alegria de uma criança brincando, mesmo sem nenhum fio de cabelo em sua cabeça?

A Palavra nos diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e quando prosseguimos em conhecer a Deus, vemos que nem mesmo a morte significa o fim. Muito pelo contrário! Quando alguém se vai, fica a sua memória, inspirando aos que ficam no que acertar, e onde não errar. E a vida continua, crendo que viveremos para sempre ao lado do Pai, esperando o dia da volta do Filho.

Lutas, dificuldades, doenças... tudo isso é necessário para que aprendamos a confiar na mão de Deus, e assim ver o Seu poder restaurador agindo através da nossa vida, em nossas fraquezas e falhas, porque Ele usa as coisas pequenas e desprezíveis deste mundo para confundir as grandes, e usa as que não são nada para confundir as que pensam ser alguma coisa.

Continue lutando! Aprenda com esse homem, que influenciou toda uma nação no seu tempo. Continue lutando!

terça-feira, 1 de março de 2011

Um vaso novo

É assim que tenho sido exortado pelo Espírito a ser. Na quarta-feira da semana passada, tive a oportunidade de levar a Palavra à minha congregação, meio que no susto, já que recebi o aviso do meu pastor, que havia me ligado mais cedo, apenas cinco minutos antes de sair para o ensaio do ministério de louvor *-*. Contudo, Deus nunca deixa nada de qualquer jeito, e, uns dias antes Ele já estava falando no meu coração sobre ser um vaso novo, sobre o quebrar do vaso. E naquela noite, o que recebi no meu coração e transmiti à congregação, é que, assim como filhos de médicos também ficam doentes, nós, mesmo sendo filhos do Rei, adquirimos "rachaduras" que precisamos deixar num certo ponto.

A Bíblia diz que não se pode colocar vinho novo em vasos velhos, pois se o vaso estiver rachado, assim que receber o vinho, ele se quebra. Assim também não podemos remendar uma roupa velha com um pedaço de pano novo, já que a roupa velha não aguentaria o pano novo, e se rasgaria por completo. O que aprendemos com isso, é que precisamos nos quebrar no Senhor, deixar que Ele quebra o que não está bom dentro de nós, para que sejamos feitos de novo, vasos novos, para que um vinho novo seja derramado em nós. Ele é cuidadoso e não nos dá algo novo se ainda não somos vasos novos e pronto para o uso. Caso contrário, seremos quebrados sem que haja conserto, pois não estaríamos prontos para esse novo. E Deus não fará remendos, ou dar um "jeitinho". Ele quebra tudo, e faz de novo, para que o vaso fique verdadeiramente bom.

Há um momento na vida da águia que ela sobe para um monte bem alto, onde se esconde, e começa a arrancar todas as penas do seu corpo, e, tenho terminado de se depenar, ela quebra o seu bico batendo-o contra as pedras. Pra que isso? Para que nasçam penas novas, para que cresça um bico novo, e que as forças dela sejam feitas de novo. Nós também, num determinado momento da vida, precisamos quebrar e arrancar de nós tudo aquilo que está velho e desgastado, que nos impede de fluir em algo novo vindo de Deus.

E o que é que tem sido as "rachaduras" da nossa vida? Brigas no casamento, infidelidade conjugal, problemas com os filhos, com os pais, no trabalho, em casa? Ideologias e pensamentos arcaicos e concretados, decepções com pessoas, com igrejas (e isso acontece mais do que pensamos...)? Seja o que for, é tempo de descer à casa do Oleiro e entregar tudo o que há em nós para que seja quebrado pelo Senhor, para que Ele faça de novo, da forma que Ele quiser, no molde que Ele quiser. O processo de fabricação de vasos é demorado e precisa ser feito com cuidado pelo Oleiro, então, descanse no Senhor, e deixe que Ele faça o trabalho que é Dele.

Seja abençoado! (e quebrado!)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Minha fé: sofrendo até contemplar um novo amanhã

Uma sexta-feira à noite, durante meu último ano de faculdade eu tive uma dor de cabeça horrível. Tomei algumas aspirinas, deitei no sofá, e esperei que ela fosse embora. Mas não foi; apenas piorou. Por volta da meia-noite eu agonizava e lá pelas 3 da manhã estava imaginando se iria morrer.


Na manhã do dia seguinte, meu colega de quarto me levou ao hospital onde fui diagnosticado com uma meningite viral. Um neurologista explicou que o fluído que envolve meu cérebro fora infectado e o estava “espremendo” contra as paredes do meu crânio. Era isso o que causava aquela dor.


O médico informou que eu ficaria várias semanas de cama em recuperação. Mas isso não se encaixava em meus planos.


Naquele tempo eu tocava em uma banda. Estávamos fazendo shows na região de Chicago havia algum tempo e tínhamos reservado datas nos maiores clubes na cidade – tudo programado para as semanas seguintes. Tivemos de cancelar todas as apresentações.


Quando a realidade me atingiu, deitado numa cama de hospital a quilômetros de distância de minha casa e com uma infecção no cérebro, lembro perfeitamente de ter perguntado a mim mesmo: “E agora?”.


Eu estava devastado. Aquilo não deveria estar acontecendo comigo. A banda era minha vida, meu futuro, meu único objetivo. Nós tínhamos cancelado nossos maiores shows até então.


Depois de alguns dias acabei me recuperando e voltei à faculdade, mas as coisas já não estavam iguais. Seja qual for a motivação que nos movia como banda, não estava mais tão forte como antes. Chegamos à conclusão em conjunto que tinha sido ótimo enquanto durou, mas era hora de a banda terminar.


Acho que jamais tinha me sentido tão perdido. Não tinha idéia do que faria com minha vida. Eu tinha toda essa energia e paixão e queria desesperadamente me doar para algo importante, mas não tinha nenhum plano.


Eu andava por toda o campus da universidade numa espécie de transe, balbuciando o mesmo mantra sem parar, que acabou tomando a forma de “e agora?”.


Sabe aquele sentimento quando estamos jogando futebol e corremos até a bola, mas não somos rápido o suficiente e o jogador do outro time já a chutou com toda a força? Aí a bola viaja com uma velocidade enorme e nos atinge na altura da virilha e capotamos, sem ar, gritando de maneira estridente…


Era como se experimentasse uma versão existencial disso. Novamente as coisas tomaram um rumo estranho, mas bonito.


Nos dias e semanas depois que decidimos pelo final da banda, pessoas que mal conhecia me paravam, do nada, e diziam coisas como: “Você já pensou em ser pastor?”. Amigos com quem não falava havia meses entravam em contato e diziam: “Por alguma razão, acho que você será pastor”.


Eu, um pastor? Sério?


A ideia começou a tomar conta de mim e não foi embora. Um chamado brotou dentro de mim, uma direção, algo em que poderia me doar.


Conto essa história sobre o que aconteceu comigo 19 anos atrás porque suponho que você é como eu – realmente bom para fazer planos, traçar, esquematizar e elaborar só para que sua vida aconteça do modo como “supostamente” deveria.


Somos mestres nisso. Sabemos exatamente como as coisas devem acabar. Então nós sofremos. Há uma ruptura, seja morte, doença, desemprego, mágoa, traição ou falência. O amanhã que esperamos desaparece. E descobrimos que não temos outros planos.


O sofrimento é traumático e horrível. Ficamos desesperados e erguemos os punhos aos céus, descarregamos a raiva, ficamos com raiva de novo e choramos. No entanto, durante o processo descobrimos um novo amanhã, algo que nunca teríamos imaginado se não fosse pelos dolorosos imprevistos da vida.


Convivi com inúmeras pessoas ao longo dos anos. Percebi que, quando alguém pede para elas identificarem momentos-chave, viradas e marcos em suas trajetórias, normalmente falam sobre dificuldades terríveis e coisas dolorosas. Em geral, dizem algo como “nunca poderia imaginar que isso fosse acontecer comigo”.


Imaginado é uma palavra importante aqui. Sofrimento, ao que parece, requer imaginação profunda. Um novo futuro tem que ser evocado, pois o velho futuro não existe mais.


Agora sei que o que aconteceu comigo – o fluído em torno de meu cérebro que o espremia contra as paredes do meu crânio – não é nada comparado com a dor e a tragédia que muitas pessoas vivenciam todos os dias.


Mas essa experiência alterou minha vida permanentemente. Nada mais continuou sendo igual. Meus planos desmoronaram. Isso me abriu para um futuro completamente novo.


Essas sementes ocultas da criatividade sendo plantadas em meio ao sofrimento nos levam para o cerne da fé cristã. Somos convidados a confiar nos momentos em que estamos mais inclinados ao desespero, quando tudo parece perdido e não conseguimos imaginar uma saída. É justamente nesses períodos que algo novo pode estar nascendo.


Jesus ficou pendurado nu e ensanguentado em uma cruz. Sozinho e abandonado por seus discípulos. Desprezado pela multidão. Mesmo assim, continuou firme, confiante e persistente, sabendo que Deus estava presente em Sua agonia, trazendo um mundo totalmente novo em meio àquilo tudo.


Isto é um mistério, algo que devemos ser sábios em refletir por causa das inúmeros problemas que sofremos a toda hora. Nesses momentos, Deus está sofrendo, derramando lágrimas, sentindo aquela dor e agitação conosco. Também no convida a confiar que algo bom pode surgir até mesmo em meio às crises.


Mantenha seus olhos e coração abertos. Seja rápido para ouvir e lento em fazer julgamentos precipitados sobre como “tudo vai acabar”. Você nunca sabe quando pode se descobrir a quilômetros de distância de sua casa, deitado em uma cama de hospital com um péssimo prognóstico de cérebro espremido, todos seus planos se desfazendo e se perguntando como tudo deu errado, para só então descobrir que uma vida completamente nova está apenas começando.


Rob Bell é o pastor fundador da igreja Mars Hill e autor de vários livros.




Tradução da Agência Pavanews do texto publicado no blog Belief, da CNN.


Extraído de http://www.pavablog.com/2011/02/19/minha-fe-sofrendo-ate-contemplar-um-novo-amanha/#more-33062
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